Mulheres em Marcha (2026)

Ano Zero. É assim que começa o Festival Mulheres em Marcha. Um começo consciente e necessário. Não porque nada tenha existido antes, mas porque sentimos que urge marcar um ponto de partida claro num tempo em que a misoginia, não sendo nova, cresce, normaliza-se e ganha espaço na sociedade portuguesa.

Nasce da atenção ao mundo que nos rodeia, da escuta das mulheres, da percepção de retrocessos inquietantes e da convicção de que a arte continua a ser um espaço fundamental de resistência, pensamento e transformação.
Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam.

Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.
Neste Ano Zero escolhemos colocar a escola pública no centro, entendida como lugar concreto de encontro, imaginação e futuro.

O Festival Mulheres em Marcha acontece com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e a parceria dos Estúdios Victor Córdon. Um reconhecimento da importância de criar espaço para práticas artísticas que interrogam o presente e ousam imaginar futuros mais justos.

Este é o Ano Zero. Um gesto inaugural. Um passo em frente. Um festival que caminha porque estar em marcha é, antes de tudo, uma condição. As mulheres estão e continuarão em marcha!

Cláudia Dias

programação

APRESENTAÇÃO PÚBLICA

14 MARÇO__18H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


Human Park é um projeto de dança contemporânea que combina performance e educação. Através de uma oficina baseada nos princípios do Axis Syllabus, os jovens alunos do Curso Profissional de Técnico de Artes do Espetáculo da Escola Secundária João de Barros (Corroios) explorarão os temas de 'Human Park' e depois participarão na encenação. Um solo coreográfico poderoso que investiga o vício como comportamento determinado pela complexa relação com o ambiente sociopolítico-cultural, levando o público, com ironia, a observar-se num dos dramas do ser humano, enriquecido pela presença cénica dos alunos.

Oficina com Nuvola Vandini

com moderação de
Catarina Pires

11 MARÇO__18H30
BAR DOS ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON


Partindo da criação Sweat, Sweat, Sweat (um conjunto de pequenos afrontamentos), de Sónia Baptista, esta conversa procurará refletir sobre a menopausa enquanto experiência corporal e criativa, individual e coletiva, mas também enquanto fenómeno social, clínico e político. Num diálogo, que passará por sintomas, envelhecimento, tempo, corpo, cabeça, dores, sangue, suor, lágrimas e riso, memória e esquecimento, energia e cansaço, explora-se o impacto desta fase da vida na identidade das mulheres e, em particular, nas artistas e performers. Entre vivência íntima e narrativa partilhada, a menopausa é aqui pensada como matéria de criação e de pensamento crítico: um momento de transição — um “verão tardio” — em que o corpo se transforma e obriga a novas formas de escuta, presença e relação com o mundo.

Conversa — Sweat, Sweat, Sweat: a menopausa a sair do armário

com moderação de
Catarina Pires

12 MARÇO__18H30
BAR DOS ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON


A programação do Festival Mulheres em Marcha inclui uma oficina da metodologia Axis Syllabus, conduzida pela coreógrafa italiana Nuvola Vandini com alunos do Curso Profissional de Teatro da Escola Secundária João de Barros. Tomando como ponto de partida a performance Human Park, uma reflexão sobre as dinâmicas de dependência, o vazio contemporâneo e a pressão constante para o preencher num contexto de excesso de informação e aceleração produtiva, conversaremos com a artista e as convidadas sobre Human Park, adições, o mundo distópico em que estamos a viver, as alternativas possíveis e a forma como as mulheres, em particular, experimentam e resistem (ou não) a estes processos.

Conversa — Human Park ou mais um ópio para o povo

13 MARÇO__21H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


ENTRADA LIVRE

A programação integra ainda a apresentação de Sweat, Sweat, Sweat (um conjunto de pequenos afrontamentos), da coreógrafa Sónia Baptista, uma obra que aborda com franqueza e humor o envelhecimento e a inevitabilidade da menopausa.

“Se, há vinte anos, a minha primeira série de peças curtas, foi a do fim da juventude, esta segunda série de peças curtas será a do fim da idade adulta. Se a minha primeira série de peças curtas celebrava o verão desabrochante de desejo e possibilidades, esta marca o fim do verão, do cheiro do outono que vem, de mudanças que se adivinham, no corpo e no espirito, de um habitar um corpo que se transforma e um estado que se instala, que se aceita, que se acolhe.”

Espetáculo — Sweat, Sweat, Sweat,
de Sónia Baptista

APRESENTAÇÃO PÚBLICA

20 MARÇO__21H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


A escritora e encenadora Patrícia Portela desenvolve um trabalho colaborativo com um grupo de mulheres professoras — maioritariamente do ensino secundário, de escolas do Seixal e de Almada — criando um espaço de criação onde experiência, palavra e vida profissional se tornam matéria artística.
“O trabalho e a maternidade que se praticam, a adolescência irascível, a urgência de partir, de ter férias ou a inevitabilidade da morte são alguns temas que poderemos abordar a partir do livro Dias Úteis, para construirmos em conjunto uma pequena performance com um grupo de mulheres professoras.”

Oficina com Patrícia Portela

20 MARÇO__22H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


As jovens mulheres serão o princípio do fim da extrema-direita? Acrescentamos um ponto de interrogação à afirmação do jornalista Miguel Carvalho, numa recente crónica na TSF, e usamo-la como mote para a conversa com a escritora Patrícia Portela, três professoras e Cláudia Dias, diretora do Festival Mulheres em Marcha. Partindo da escola pública como espelho das transformações sociais e políticas dos últimos 50 anos, procuraremos analisar o fosso crescente entre rapazes e raparigas no que toca a valores de esquerda e de direita, a emergência de uma hiper-masculinidade nos rapazes, a persistente objetificação do corpo nas raparigas, mas também a resistência delas ao processo reacionário em curso, bem como a evolução (ou involução) da convivência com identidades e experiências LGBTQIAPN+. A política tem sexo? parte da sala de aula para, entre memórias, experiências, inquietações, perguntas e respostas, pensar sobre isto tudo.

Conversa –
A política tem sexo?

Mulheres em Marcha
(2026)

Ano Zero. É assim que começa o Festival Mulheres em Marcha. Um começo consciente e necessário. Não porque nada tenha existido antes, mas porque sentimos que urge marcar um ponto de partida claro num tempo em que a misoginia, não sendo nova, cresce, normaliza-se e ganha espaço na sociedade portuguesa.

Nasce da atenção ao mundo que nos rodeia, da escuta das mulheres, da percepção de retrocessos inquietantes e da convicção de que a arte continua a ser um espaço fundamental de resistência, pensamento e transformação.
Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam.

Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.
Neste Ano Zero escolhemos colocar a escola pública no centro, entendida como lugar concreto de encontro, imaginação e futuro.

O Festival Mulheres em Marcha acontece com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e a parceria dos Estúdios Victor Córdon. Um reconhecimento da importância de criar espaço para práticas artísticas que interrogam o presente e ousam imaginar futuros mais justos.

Este é o Ano Zero. Um gesto inaugural. Um passo em frente. Um festival que caminha porque estar em marcha é, antes de tudo, uma condição. As mulheres estão e continuarão em marcha!

Cláudia Dias

programação

Oficina com Nuvola Vandini

com moderação de
Catarina Pires

12 MARÇO__18H30
BAR DOS ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON


A programação do Festival Mulheres em Marcha inclui uma oficina da metodologia Axis Syllabus, conduzida pela coreógrafa italiana Nuvola Vandini com alunos do Curso Profissional de Técnico de Artes do Espetáculo da Escola Secundária João de Barros. Tomando como ponto de partida a performance Human Park, uma reflexão sobre as dinâmicas de dependência, o vazio contemporâneo e a pressão constante para o preencher num contexto de excesso de informação e aceleração produtiva, conversaremos com a artista e as convidadas sobre Human Park, adições, o mundo distópico em que estamos a viver, as alternativas possíveis e a forma como as mulheres, em particular, experimentam e resistem (ou não) a estes processos.

Conversa — Sweat, Sweat, Sweat: a menopausa a sair do armário

com moderação de
Catarina Pires

11 MARÇO__18H30
BAR DOS ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON


Partindo da criação Sweat, Sweat, Sweat (um conjunto de pequenos afrontamentos), de Sónia Baptista, esta conversa procurará refletir sobre a menopausa enquanto experiência corporal e criativa, individual e coletiva, mas também enquanto fenómeno social, clínico e político. Num diálogo, que passará por sintomas, envelhecimento, tempo, corpo, cabeça, dores, sangue, suor, lágrimas e riso, memória e esquecimento, energia e cansaço, explora-se o impacto desta fase da vida na identidade das mulheres e, em particular, nas artistas e performers. Entre vivência íntima e narrativa partilhada, a menopausa é aqui pensada como matéria de criação e de pensamento crítico: um momento de transição — um “verão tardio” — em que o corpo se transforma e obriga a novas formas de escuta, presença e relação com o mundo.

Conversa — Human Park ou mais um ópio para o povo

com moderação de
Catarina Pires

12 MARÇO__18H30
BAR DOS ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON


Tomando como ponto de partida a oficina da metodologia Axis Syllabus, conduzida pela coreógrafa italiana Nuvola Vandini com alunos do Curso Profissional de Teatro da Escola Secundária João de Barros, tomando como ponto de partida a performance Human Park, uma reflexão sobre as dinâmicas de dependência, o vazio contemporâneo e a pressão constante para o preencher num contexto de excesso de informação e aceleração produtiva, conversaremos com a artista e as convidadas sobre 'Human Park', adições, o mundo distópico em que estamos a viver, as alternativas possíveis e a forma como as mulheres, em particular, experimentam e resistem (ou não) a estes processos.

Espetáculo: Sweat, Sweat, Sweat de Sónia Baptista

13 MARÇO__21H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


ENTRADA LIVRE

A programação integra ainda a apresentação de Sweat, Sweat, Sweat (um conjunto de pequenos afrontamentos), da coreógrafa Sónia Baptista, uma obra que aborda com franqueza e humor o envelhecimento e a inevitabilidade da menopausa.

“Se, há vinte anos, a minha primeira série de peças curtas, foi a do fim da juventude, esta segunda série de peças curtas será a do fim da idade adulta. Se a minha primeira série de peças curtas celebrava o verão desabrochante de desejo e possibilidades, esta marca o fim do verão, do cheiro do outono que vem, de mudanças que se adivinham, no corpo e no espirito, de um habitar um corpo que se transforma e um estado que se instala, que se aceita, que se acolhe.”

Oficina com Patrícia Portela

APRESENTAÇÃO PÚBLICA

20 MARÇO__21H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


A escritora e encenadora Patrícia Portela desenvolve um trabalho colaborativo com um grupo de mulheres professoras — maioritariamente do ensino secundário, de escolas do Seixal e de Almada — criando um espaço de criação onde experiência, palavra e vida profissional se tornam matéria artística.
“O trabalho e a maternidade que se praticam, a adolescência irascível, a urgência de partir, de ter férias ou a inevitabilidade da morte são alguns temas que poderemos abordar a partir do livro Dias Úteis, para construirmos em conjunto uma pequena performance com um grupo de mulheres professoras.”

Conversa – A política tem sexo?

20 MARÇO__22H30
AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL


As jovens mulheres serão o princípio do fim da extrema-direita? Acrescentamos um ponto de interrogação à afirmação do jornalista Miguel Carvalho, numa recente crónica na TSF, e usamo-la como mote para a conversa com a escritora Patrícia Portela, três professoras e Cláudia Dias, diretora do Festival Mulheres em Marcha. Partindo da escola pública como espelho das transformações sociais e políticas dos últimos 50 anos, procuraremos analisar o fosso crescente entre rapazes e raparigas no que toca a valores de esquerda e de direita, a emergência de uma hiper-masculinidade nos rapazes, a persistente objetificação do corpo nas raparigas, mas também a resistência delas ao processo reacionário em curso, bem como a evolução (ou involução) da convivência com identidades e experiências LGBTQIAPN+. A política tem sexo? parte da sala de aula para, entre memórias, experiências, inquietações, perguntas e respostas, pensar sobre isto tudo.

equipa

Direção e programação

cláudia
dias

Direção de produção

lina duarte

Comunicação e imprensa

raquel cunha

nuno borda d'água

Direção técnica

catarina pires

Moderação de conversas

alípio padilha

Fotografia

sete anos logo

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